Mas tu o rejeitaste, recusaste-o
e te enfureceste com o teu ungido. Revogaste a aliança com o teu servo
e desonraste a sua coroa, lançando-a ao chão. Derrubaste todos os seus muros
e reduziste a ruínas as suas fortalezas. Todos os que passam o saqueiam;
tornou-se objeto de zombaria
para os seus vizinhos. Tu exaltaste a mão direita dos seus adversários
e encheste de alegria todos os seus inimigos. Tiraste o fio da sua espada
e não o apoiaste na batalha. Deste fim ao seu esplendor
e atiraste ao chão o seu trono. Encurtaste os dias da sua juventude;
com um manto de vergonha o cobriste. Até quando, Senhor?
Para sempre te esconderás?
Até quando a tua ira queimará como fogo? Lembra-te de como é passageira a minha vida.
Terás criado em vão todos os homens? Que homem pode viver e não ver a morte,
ou livrar-se do poder da sepultura?