Digam aos justos que tudo lhes irá bem,
pois comerão do fruto de suas ações. Mas, ai dos ímpios!
Tudo lhes irá mal!
Terão a retribuição
pelo que fizeram as suas mãos. Meu povo é oprimido por uma criança;
mulheres dominam sobre ele.
Meu povo, os seus guias o enganam
e o desviam do caminho. O Senhor toma o seu lugar no tribunal;
levanta-se para julgar os povos. O Senhor entra em juízo
contra as autoridades
e contra os líderes do seu povo.
"Vocês arruinaram a vinha,
e o que foi roubado dos necessitados
está nas suas casas. Que pretendem vocês
ao esmagarem o meu povo
e ao moerem o rosto dos necessitados?"
Quem pergunta é o Senhor,
o Senhor dos Exércitos. O Senhor diz:
"Por causa da arrogância
das mulheres de Sião,
que caminham de cabeça erguida,
flertando com os olhos,
desfilando com passos curtos,
com enfeites tinindo em seus calcanhares, o Senhor rapará a cabeça
das mulheres de Sião;
o Senhor porá a descoberto
as suas vergonhas". Naquele dia, o Senhor arrancará os enfeites delas: as pulseiras, as testeiras e os colares; os pendentes, os braceletes e os véus, os enfeites de cabeça, as correntinhas de tornozelo, os cintos, os talismãs e os amuletos; os anéis e os enfeites para o nariz; as roupas caras, as capas, as mantilhas e as bolsas; os espelhos, as roupas de linho, as tiaras e os xales. Em vez de perfume haverá mau cheiro;
em vez de cintos, corda;
em vez de belos penteados, calvície;
em vez de roupas finas, vestes de lamento;
em vez de beleza, cicatrizes. Seus homens cairão ao fio da espada;
seus guerreiros morrerão no combate. As portas de Sião se lamentarão
e prantearão por causa disso;
e, sem nada,
a cidade se assentará no chão.