O que o homem ganha
com todo o seu trabalho
em que tanto se esforça debaixo do sol? Gerações vêm e gerações vão,
mas a terra permanece para sempre. O sol se levanta e o sol se põe
e depressa volta
ao lugar de onde se levanta. O vento sopra para o sul
e vira para o norte;
dá voltas e voltas,
seguindo sempre o seu curso. Todos os rios vão para o mar,
contudo, o mar nunca se enche;
ainda que sempre corram para lá,
para lá voltam a correr. Todas as coisas trazem canseira.
O homem não é capaz de descrevê-las;
os olhos nunca se saciam de ver,
nem os ouvidos de ouvir. O que foi tornará a ser,
o que foi feito se fará novamente;
não há nada novo debaixo do sol. Haverá algo de que se possa dizer:
"Veja! Isto é novo!"?
Não! Já existiu há muito tempo,
bem antes da nossa época. Ninguém se lembra
dos que viveram na antiguidade,
e aqueles que ainda virão
tampouco serão lembrados
pelos que vierem depois deles.