quando, ao me verem,
os jovens saíam do caminho,
e os idosos ficavam em pé; os líderes se abstinham de falar
e com a mão cobriam a boca. As vozes dos nobres silenciavam,
e suas línguas
colavam-se ao céu da boca. Todos os que me ouviam
falavam bem de mim,
e quem me via me elogiava, pois eu socorria o pobre
que clamava por ajuda
e o órfão que não tinha
quem o ajudasse. O que estava à beira da morte me abençoava,
e eu fazia regozijar-se o coração
da viúva. A retidão era a minha roupa;
a justiça era o meu manto e
o meu turbante. Eu era os olhos do cego
e os pés do aleijado. Eu era o pai dos necessitados
e me interessava
pela defesa de desconhecidos. Eu quebrava as presas dos ímpios
e dos seus dentes arrancava
as suas vítimas.