Que dizer, se ele fez isso para tornar conhecidas as riquezas de sua glória aos vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para glória, ou seja, a nós, a quem também chamou, não apenas dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Como ele diz em Oseias:
"Chamarei 'meu povo'
a quem não é meu povo;
e chamarei 'minha amada'
a quem não é minha amada", e:
"Acontecerá que, no mesmo
lugar em que se lhes declarou:
'Vocês não são meu povo',
eles serão chamados
'filhos do Deus vivo' ". Isaías exclama com relação a Israel:
"Embora o número
dos israelitas
seja como a areia do mar,
apenas o remanescente
será salvo. Pois o Senhor executará
na terra a sua sentença,
rápida e definitivamente". Como anteriormente disse Isaías:
"Se o Senhor dos Exércitos
não nos tivesse deixado descendentes,
já estaríamos como Sodoma,
e semelhantes a Gomorra". Que diremos, então? Os gentios, que não buscavam justiça, a obtiveram, uma justiça que vem da fé; mas Israel, que buscava uma lei que trouxesse justiça, não a alcançou. Por que não? Porque não a buscava pela fé, mas como se fosse por obras. Eles tropeçaram na "pedra de tropeço". Como está escrito:
"Eis que ponho em Sião
uma pedra de tropeço
e uma rocha que faz cair;
e aquele que nela confia
jamais será envergonhado".