Da janela de minha casa
olhei através da grade e vi entre os inexperientes,
no meio dos jovens,
um rapaz sem juízo. Ele vinha pela rua,
próximo à esquina de certa mulher,
andando em direção à casa dela. Era crepúsculo, o entardecer do dia,
chegavam as sombras da noite,
crescia a escuridão. A mulher veio então ao seu encontro,
vestida como prostituta,
cheia de astúcia no coração. (Ela é espalhafatosa e provocadora,
seus pés nunca param em casa; uma hora na rua, outra nas praças,
em cada esquina fica à espreita.) Ela agarrou o rapaz,
beijou-o e lhe disse descaradamente: "Tenho em casa
a carne dos sacrifícios de comunhão,
que hoje fiz para cumprir os meus votos. Por isso saí para encontrá-lo;
vim à sua procura e encontrei! Estendi sobre o meu leito
cobertas de linho fino do Egito. Perfumei a minha cama
com mirra, aloés e canela.