Ouça a minha advertência, ó Jerusalém!
Do contrário eu me afastarei
inteiramente de você
e farei de você uma desolação,
uma terra desabitada". Assim diz o Senhor dos Exércitos:
"Rebusque-se o remanescente de Israel
tão completamente
como se faz com uma videira,
como faz quem colhe uvas:
e você, repasse os ramos cacho por cacho". A quem posso eu falar ou advertir?
Quem me escutará?
Os ouvidos deles são obstinados,
e eles não podem ouvir.
A palavra do Senhor é para eles desprezível,
não encontram nela motivo de prazer. Mas a ira do Senhor
dentro de mim transborda,
já não posso retê-la.
"Derrama-a sobre as crianças na rua
e sobre os jovens reunidos em grupos;
pois eles também serão pegos
com os maridos e as mulheres,
os velhos e os de idade bem avançada. As casas deles
serão entregues a outros,
com os seus campos
e as suas mulheres,
quando eu estender a minha mão
contra os que vivem nesta terra",
declara o Senhor. "Desde o menor até o maior,
todos são gananciosos;
profetas e sacerdotes igualmente,
todos praticam o engano. Eles tratam da ferida do meu povo
como se não fosse grave.
'Paz, paz', dizem,
quando não há paz alguma. Ficarão eles envergonhados
da sua conduta detestável?
Não, eles não sentem vergonha alguma,
nem mesmo sabem corar.
Portanto, cairão entre os que caem;
serão humilhados
quando eu os castigar",
declara o Senhor.