A mulher veio então ao seu encontro,
vestida como prostituta,
cheia de astúcia no coração. (Ela é espalhafatosa e provocadora,
seus pés nunca param em casa; uma hora na rua, outra nas praças,
em cada esquina fica à espreita.) Ela agarrou o rapaz,
beijou-o e lhe disse descaradamente: "Tenho em casa
a carne dos sacrifícios de comunhão,
que hoje fiz para cumprir os meus votos. Por isso saí para encontrá-lo;
vim à sua procura e encontrei! Estendi sobre o meu leito
cobertas de linho fino do Egito. Perfumei a minha cama
com mirra, aloés e canela. Venha, vamos embriagar-nos
de carícias até o amanhecer;
gozemos as delícias do amor! Pois o meu marido não está em casa;
partiu para uma longa viagem. Levou uma bolsa cheia de prata
e não voltará antes da lua cheia".