Sim, pois são muitas
as nossas transgressões diante de ti,
e os nossos pecados
testemunham contra nós.
As nossas transgressões
estão sempre conosco,
e reconhecemos as nossas iniquidades: rebelar-nos contra o Senhor e traí-lo,
deixar de seguir o nosso Deus,
fomentar a opressão e a revolta,
proferir as mentiras que os nossos
corações conceberam. Assim a justiça retrocede,
e a retidão fica a distância,
pois a verdade caiu na praça
e a honestidade não consegue entrar. Não se acha a verdade em parte alguma,
e quem evita o mal
é vítima de saque.
Olhou o Senhor e indignou-se
com a falta de justiça. Ele viu que não havia ninguém,
admirou-se porque ninguém intercedeu;
então o seu braço lhe trouxe livramento
e a sua justiça deu-lhe apoio. Usou a justiça como couraça,
pôs na cabeça o capacete da salvação;
vestiu-se de vingança
e envolveu-se no zelo como numa capa. Conforme o que fizeram
lhes retribuirá:
aos seus inimigos, ira;
aos seus adversários, o que merecem;
às ilhas, a devida retribuição. Desde o poente os homens temerão
o nome do Senhor,
e desde o nascente, a sua glória.
Pois ele virá como uma inundação
impelida pelo sopro do Senhor. "O Redentor virá a Sião,
aos que em Jacó
se arrependerem dos seus pecados",
declara o Senhor. "Quanto a mim,
esta é a minha aliança com eles",
diz o Senhor.
"O meu Espírito que está em você e as minhas palavras que pus em sua boca não se afastarão dela, nem da boca dos seus filhos e dos descendentes deles, desde agora e para sempre", diz o Senhor.