Como uma correnteza, tu arrastas os homens;
são breves como o sono;
são como a relva que brota ao amanhecer; germina e brota pela manhã,
mas, à tarde, murcha e seca. Somos consumidos pela tua ira
e aterrorizados pelo teu furor. Conheces as nossas iniquidades;
não escapam os nossos pecados secretos
à luz da tua presença. Todos os nossos dias passam
debaixo do teu furor;
vão-se como um murmúrio. Os anos de nossa vida chegam a setenta,
ou a oitenta para os que têm mais vigor;
entretanto, são anos difíceis
e cheios de sofrimento,
pois a vida passa depressa,
e nós voamos! Quem conhece o poder da tua ira?
Pois o teu furor é tão grande
como o temor que te é devido. Ensina-nos a contar os nossos dias
para que o nosso coração alcance sabedoria.