"Minha vida só me dá desgosto;
por isso darei vazão à minha queixa
e de alma amargurada me expressarei. Direi a Deus: Não me condenes;
revela-me que acusações
tens contra mim. Tens prazer em oprimir-me,
em rejeitar a obra de tuas mãos,
enquanto sorris
para o plano dos ímpios? Acaso tens olhos de carne?
Enxergas como os mortais? Teus dias são como
os de qualquer mortal?
Os anos de tua vida
são como os do homem? Pois investigas a minha iniquidade
e vasculhas o meu pecado, embora saibas que não sou culpado
e que ninguém pode
livrar-me das tuas mãos. "Foram as tuas mãos
que me formaram
e me fizeram.
Irás agora voltar-te e destruir-me? Lembra-te de que me moldaste
como o barro;
e agora me farás voltar ao pó?