temor e tremor
se apoderaram de mim
e fizeram estremecer
todos os meus ossos. Um espírito roçou o meu rosto,
e os pelos do meu corpo
se arrepiaram. Ele parou,
mas não pude identificá-lo.
Um vulto se pôs
diante dos meus olhos,
e ouvi uma voz suave, que dizia: 'Poderá algum mortal
ser mais justo que Deus?
Poderá algum homem ser mais puro
que o seu Criador? Se Deus não confia em seus servos,
se vê erro em seus anjos e os acusa, quanto mais nos que moram
em casas de barro,
cujos alicerces estão no pó!
São mais facilmente esmagados
que uma traça! Entre o alvorecer e o crepúsculo
são despedaçados;
perecem para sempre,
sem ao menos serem notados. Não é certo que as cordas
de suas tendas
são arrancadas,
e eles morrem sem sabedoria?'