"Para a árvore
pelo menos há esperança:
se é cortada, torna a brotar,
e os seus renovos vingam. Suas raízes poderão envelhecer
no solo
e seu tronco morrer no chão; ainda assim, com o cheiro de água
ela brotará
e dará ramos como se fosse
muda plantada. Mas o homem morre
e morto permanece;
dá o último suspiro e deixa de existir. Assim como a água do mar evapora
e o leito do rio perde as águas e seca, assim o homem se deita
e não se levanta;
até quando os céus já não existirem,
os homens não acordarão
e não serão despertados do seu sono. "Se tão somente me escondesses
na sepultura
e me ocultasses até passar a tua ira!
Se tão somente me impusesses
um prazo
e depois te lembrasses de mim! Quando um homem morre,
acaso tornará a viver?
Durante todos os dias
do meu árduo labor
esperarei pela minha dispensa. Chamarás, e eu te responderei;
terás anelo pela criatura
que as tuas mãos fizeram.