Senhor,
tu não és desde a eternidade?
Meu Deus, meu Santo,
tu não morrerás.
Senhor, tu designaste essa nação
para executar juízo;
ó Rocha, determinaste que ela
aplicasse castigo. Teus olhos são tão puros
que não suportam ver o mal;
não podes tolerar a maldade.
Então, por que toleras os perversos?
Por que ficas calado
enquanto os ímpios devoram
os que são mais justos que eles? Tornaste os homens
como peixes do mar,
como animais,
que não são governados por ninguém. O inimigo puxa todos
com anzóis;
apanha-os em sua rede
e nela os arrasta;
então alegra-se e exulta. E por essa razão
ele oferece sacrifício à sua rede
e queima incenso em sua honra;
pois, graças à sua rede,
vive em grande conforto
e desfruta iguarias. Mas continuará ele
esvaziando a sua rede,
destruindo sem misericórdia as nações?