"Se pus no ouro a minha confiança
e disse ao ouro puro:
Você é a minha garantia, se me regozijei
por ter grande riqueza,
pela fortuna que as minhas mãos
obtiveram, se contemplei o sol em seu fulgor
e a lua a mover-se esplêndida, e em segredo o meu coração
foi seduzido
e a minha mão lhes ofereceu
beijos de veneração, esses também seriam pecados
merecedores de condenação,
pois eu teria sido infiel a Deus,
que está nas alturas. "Se a desgraça do meu inimigo
me alegrou,
ou se os problemas que teve
me deram prazer; eu, que nunca deixei minha boca pecar,
lançando maldição sobre ele; se os que moram em minha casa
nunca tivessem dito:
'Quem não recebeu de Jó
um pedaço de carne?', sendo que nenhum estrangeiro
teve que passar a noite na rua,
pois a minha porta
sempre esteve aberta para o viajante; se escondi o meu pecado,
como outros fazem,
acobertando no coração
a minha culpa, com tanto medo da multidão
e do desprezo dos familiares
que me calei e não saí de casa...