A terra seca-se e murcha,
o mundo definha e murcha,
definham os nobres da terra. A terra está contaminada
pelos seus habitantes,
porque desobedeceram às leis,
violaram os decretos
e quebraram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a terra,
e seu povo é culpado.
Por isso os habitantes da terra
são consumidos pelo fogo
ao ponto de sobrarem pouquíssimos. O vinho novo vai-se,
e a videira murcha;
todos os que se divertiam gemem. O som festivo dos tamborins
foi silenciado,
o barulho dos que se alegram parou,
a harpa cheia de júbilo está muda. Já não bebem vinho entoando canções;
a bebida fermentada é amarga
para os que a bebem. A cidade vã está em ruínas;
a entrada de cada casa está fechada. Nas ruas clamam por vinho;
toda a alegria chegou ao fim,
toda celebração foi eliminada da terra. A cidade foi deixada em ruínas,
sua porta feita em pedaços. Assim será na terra, entre as nações,
como quando se usa a vara na oliveira
ou se buscam os restos das uvas
após a colheita. Erguem as vozes, cantam de alegria;
desde o ocidente aclamam
a majestade do Senhor. Deem glória, pois, ao Senhor no oriente,
e nas ilhas do mar exaltem
o nome do Senhor, o Deus de Israel. Desde os confins da terra
ouvimos cantar:
"Glória seja dada ao Justo!"
Mas eu disse: "Que desgraça!
Que desgraça!
Ai de mim! Os traidores traem!
Os traidores agem traiçoeiramente!" Pavor, cova e laço os aguardam,
ó habitantes da terra! Quem fugir ao grito de terror
cairá na cova;
quem sair da cova será pego no laço.
Abertas estão as comportas dos céus;
tremem os alicerces da terra.