Todo o esforço do homem
é feito para a sua boca;
contudo, o seu apetite jamais se satisfaz. Que vantagem tem o sábio
em relação ao tolo?
Que vantagem tem o pobre em saber
como se portar diante dos outros? Melhor é contentar-se
com o que os olhos veem
do que sonhar com o que se deseja.
Isso também não faz sentido;
é correr atrás do vento. Tudo o que existe já recebeu nome,
e já se sabe o que o homem é;
não se pode lutar
contra alguém mais forte. Quanto mais palavras,
mais tolices,
e sem nenhum proveito. Na verdade, quem sabe o que é bom para o homem, nos poucos dias de sua vida vazia, em que ele passa como uma sombra? Quem poderá contar-lhe o que acontecerá debaixo do sol depois que ele partir?